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	<description>Contos, bebidas, cigarros e mulheres baratas</description>
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		<title>O Casamento &#8211; Parte III &#8211; O Duende</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 23:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirar uma soneca, jogar, beber, comer, e se sobrar uns trocados, trepar um pouquinho. Jesus, qual homem não sonhou com uma vida dessas? Se houver um Céu será assim. Perfeito. Mas se por outro lado houver um Inferno, e temo que estarei convocado a passar minha eternidade lá, então a coisa não vai ser desse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=78&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2010/09/devil_girl1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-80" title="devil_girl[1]" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2010/09/devil_girl1.jpg?w=275&#038;h=300" alt="" width="275" height="300" /></a>Tirar uma soneca, jogar, beber, comer, e se sobrar uns trocados, trepar um pouquinho. Jesus, qual homem não sonhou com uma vida dessas? Se houver um Céu será assim. Perfeito. Mas se por outro lado houver um Inferno, e temo que estarei convocado a passar minha eternidade lá, então a coisa não vai ser desse jeito. Imagino que vai ser algo como o momento que estou vivendo:</p>
<p>Estou com Joana no Pub Hell Angels, que nada tem a ver com os famosos motoqueiros, é apenas uma porra de espelunca metida à besta. Há pelo menos duas horas não dizemos uma palavra. O silêncio é uma merda terrível. Tente entender, ela sai de um casamento procurando diversão, e não do tipo sexual, e o que encontra é um velho drogado querendo enfiar o pinto em qualquer parte do corpo dela. O clima ficou ruim depois que tentei beijá-la no carro, quer dizer, ruim seria uma besteirinha, ficou uma merda completa. Por Deus, ela me manda uma carta dizendo que vem pra cidade, eu me encho de ácido e de esperanças, ela conta que está solteira, vou pensar logo o que?</p>
<p>O garçom com o nome mais gay que conheço nos serve mais duas doses de vodka. Impossível pensar que uma mãe pode colocar o nome de um filho de Ramon. É gay demais. E o que mais me incomoda nisso, Joana não tira os olhos dele. Acho que já fumei o suficiente para destruir a camada de ozônio, mas acendo mais um. Ainda não conseguimos dizer nada, até que Joana perde as estribeiras.</p>
<p>- Puta que pariu, seu bastardo. Eu não sei porque caralhos fui deixar meu casamento pra vir aqui me &#8220;divertir&#8221; com você. Te olha no espelho, você tá um lixo, um saco de merda. O que caralho aconteceu nesses meses?</p>
<p>Antes que meus lábios possam se mexer, uma figura estranha entra no bar. Uma porra de um anão.</p>
<p>- Jô, andei no fundo do poço, e ninguém conseguiu me tirar de lá. A galera tentou, tentou mesmo, mas eu não quis. Eu precisava sentir o cheiro da merda grudada no sapato sabe? Dirigir até o pôr-do-sol do caralho e morrer de overdose sabe? O que aconteceu com o &#8220;viva intensamente e morra muito cedo&#8221;? Por Deus, estou com 50 anos mulher! CINQUENTA.</p>
<p>- Crise de velho? Isso não combina com você. &#8211; observo o anão passar por nós, porque diabos ele está vestindo um terno VERDE?</p>
<p>- É eu sei.</p>
<p>Percebo que o inevitável vai chegar, terei que abrir minha carcaça podre e mostrar para ela que tenho um coração, e que em todos esses anos só bateu por sua causa. Por uma esperança idiota, por sonhos bobos, essas besteiras. O anão agora me encara, impossível ele não fazer isso, não paro de reparar nos seus sapatos de criança.</p>
<p>- O que rola afinal? Porque a gente não conversa e coloca um ponto final nessa coisa entre a gente que nunca rolou? Isso dura o que? Cinco anos? Porra&#8230; &#8211; Joana traga seu cigarro, não consigo nem curtir esse momento com cenas pornográficas sem imaginar aquele anão me olhando.</p>
<p>- Tinha que ser assim né? Digo, o final desse negócio que nunca rolou. Um bar medíocre, vodka barata, cigarros, e um anão vestindo verde querendo brigar comigo.</p>
<p>- Esse é o acerto de contas Cowboy?</p>
<p>- Yeah, é o que parece.</p>
<p>- Certo, vamos pedir algo realmente quente&#8230; Ramon, por favor a garrafa de tequila.</p>
<p>Aproveito o intervalo para uma respirada. Vou até o banheiro e encontro o anão mijando. Não tenho nada contra anões, até admiro caras que devem ter um pinto minúsculo e fazem cara de mau. Mas ele veio vestido de verde, como um maldito duende! Se eu estivesse em um pub irlandês perguntaria onde está o pote de outro. Ele passa por mim encarando, maldito duende.</p>
<p>Na mesa Joana já está bebendo a segunda, e observando Ramon. Nem ao menos disfarça. Puta do caralho.</p>
<p>- Bom, bom&#8230; essa coisa, sentimento, melhor dizendo, que você tem por mim, começou quando?</p>
<p>- Desde que te conheci, eu creio. No início foi só a fantasia do ideal. Depois virou a fantasia do impossível.</p>
<p>- Aposto que não adiantou beber.</p>
<p>- Só piorava, me deixava deprimido, etc. &#8211; Percebi então, o quão ridículo estou parecendo. A mulher da minha vida bem na minha frente, disposta a me ouvir, mas unicamente para saber como me dar um fora definitivo.</p>
<p>- Sabe Jô &#8211; começo me levantando -, acho que estou fazendo papel de idiota, e que você deve voltar pro George, aquele cara de merda.</p>
<p>- Do que você está falando, senta aí. Não acabamos!</p>
<p>- Você não é minha mãe, caralho. O Ramon ali te leva pra casa, ou quem sabe o pequeno duende. Foda-se essa merda toda.</p>
<p>- Então é isso?</p>
<p>- É.</p>
<p>Passo no caixa, pago a conta toda, ela fica atrás de mim falando um monte de coisa, Ramon tenta acalmá-la. Filho da puta oportunista. Saio pela porta da frente, cambaleando, me perguntando que merda surreal toda foi essa. Mas quem se importa? Tento me recompor, acendo um cigarro enquanto escorrego pela escada até a beira do táxi. Então percebo uma presença diminuta ao meu lado.</p>
<p>- Que tu quer nanico?</p>
<p>- Me chamou de que cara de bosta?</p>
<p>- N-A-N-I-C-O.</p>
<p>Então vejo estrelas, caio no chão de cabeça no meio-fio. Sinto meus bagos explodirem. Típico dos duendes, um golpe baixo, malditos cheiradores de peido. Me arrasto até o táxi, e peço para tocar para casa. Meu ácido acabou, meu cigarro, não tenho mais nenhum centavo além do que pagará essa corrida. Então sem putas, sem drogas, e sem bebida. Me resta rezar aos Duendes por uma erva da boa. Inferno. Deixo uma lágrima cair, mais uma vez estraguei uma oportunidade, talvez a última.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/78/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=78&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Casamento &#8211; Parte II &#8211; Amor de puta é pra sempre</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 13:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Não você não está perdido. A cronologia é essa mesma: Joana se casou com George e agora está chegando na cidade para visitar o pessoal. Liguei para o Vagareza e estávamos armando uma puta festa, foi quando o telefone tocou. Era Jack One-Eyed avisando que acabara de sair da prisão. Aproveitei que o circo de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=73&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2010/05/8v4aqxhbn8cxs8aagtveywj4wgamesfree_ca_drunk_girls_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-74" title="8V4aqXhBn8CXS8AagTvEYWj4Wgamesfree_ca_drunk_girls_03" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2010/05/8v4aqxhbn8cxs8aagtveywj4wgamesfree_ca_drunk_girls_03.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a>Não você não está perdido. A cronologia é essa mesma: Joana se casou com George e agora está chegando na cidade para visitar o pessoal. Liguei para o Vagareza e estávamos armando uma puta festa, foi quando o telefone tocou. Era Jack One-Eyed avisando que acabara de sair da prisão. Aproveitei que o circo de horrores seria montando e chamei Mick também. Tive medo que a coisa toda fosse muito violenta, nossas últimas festas sempre tem alguém sendo preso, ou algum rabo violentado. Fico feliz que ainda não tenha acontecido comigo, mas nunca se sabe.</p>
<p>Tinha que esperar a Joana  no aeroporto às 16:00 em ponto. Mas não podia ir com o meu carro, ele está todo fodido, e principalmente por que está sem rodas, eu as apostei no poker semana passada. Fui então até uma locadora de veículos, é incrível o que você consegue com um cartão de crédito, uma merda de plástico que pode realizar sonhos. O atendente ficou meio inseguro ao olhar o meu estado: barba de doze dias, cabelo (mesmo que ralo) desarrumado, camisa pólo suja, calça jeans gasta, e um par de chinelos velhos. Mas ao passar minha ficha eu não tinha nenhuma ocorrência, eles dizem &#8220;ocorrência&#8221;, mas querem dizer &#8220;merda&#8221;, seu nome passa em um cadastro, onde verificam se você deve pra alguém, se algum acidente, se responde à algum crime&#8230; por incrível que pareça estou limpo.</p>
<p>Fomos até o pátio escolher o nosso veículo da morte, todos os modelos que me foram apresentados pareciam para caras com o dobro da minha idade &#8211; e sim, existem pelo menos 12 pessoas no país com o dobro da minha idade, caralho. Pedi para ele me mostrar os clássicos, e eis que me surge um Laudau 1965, preto e conversível, perfeito. Fechamos negócio e eu parti com o navio sobre rodas pela cidade. É um puta carro, mas bebe mais do que eu ou qualquer um.</p>
<p>Minha intenção dali em diante era das melhores, iria cruzar toda a Avenida Rutheford até o aeroporto, mantendo a velocidade média de 60 km/h para não chamar mais atenção do que devia, com o braço pra fora, e um cigarro no canto da boca. Mas convenhamos, é impossível dirigir à menos de 140 km/h com aquele carro,  e não demorou muito para que um guarda me parasse. Você precisa ter certo sangue frio em uma situação desse tipo, o porco vai querer te intimidar, ele tem a arma, distintivo, e qualquer desrespeito e você vai parar na prisão por uma noite. Já aconteceu comigo. Mas a grande jogada aqui é você agir feito um maluco idiota.</p>
<p>- Bom dia senhor.</p>
<p>- Bom dia guarda.</p>
<p>- Documentos do veículo, e seus por favor.</p>
<p>- Aqui estão&#8230;</p>
<p>- Humm&#8230; Senhor&#8230; Alabama? Sabe a que velocidade estava?</p>
<p>- Creio que pelo menos 180 km/h.</p>
<p>- Peguei o senhor no radar à 140.</p>
<p>- Putz, deve ter sido na parte em que eu aliviei&#8230;</p>
<p>O porco faz uma cara de impaciência, e com uma caneta na mão fica ansioso para que eu comece a pedir desculpas, ou invente alguma história.</p>
<p>- Vai pra onde?</p>
<p>- Aeroporto.</p>
<p>- Está atrasado, eu suponho.</p>
<p>- Não, agora são 14 horas, o vôo que estou esperando é às 16.</p>
<p>- Então porque dirige à essa velocidade em uma rodovia em que só é permitido 60?</p>
<p>- Ora, você consegue dirigir à 60 quando não está de serviço? O que eu posso atropelar nessa avenida deserta? Hoje é domigo! No máximo vou sujar o pára-brisas com alguns mosquitos.</p>
<p>Ele então pensa como vai ser um saco me levar para delegacia, chamar um reboque, pedir reforço para ter testemunho, preencher trocentas papeladas, amanhã me libertar e depois ter que ir até o fórum testemunhar, e caso eu encrespe, tenha que aparecer mais umas cinco vezes&#8230;</p>
<p>- Cai fora daqui logo, e vê se maneira.</p>
<p>Isso é piscologia reversa. Alguém já deve ter usado em você. Saio cantando pneu, mas foi sem querer, e me continuo minha jornada.</p>
<p>No aeroporto sento no café e peço uma vodka com gelo, está um calor do caralho. Abro a carteira e confiro meu estoque de ácido. Mas olhar para os pobre-infelizes sem nem ao menos colocar um na língua é covardia demais. Disfarçadamente meto dois na mente. A partir dai a coisa desanda, começo à ficar paranóico, como se tivesse cheirado meio kilo, as cortinas parecem cobras, o chão parece água, minhas pernas tremem, e começo a babar. Uma garçonete se aproxima, eu sei que é uma garçonete pois Jabba The Hutt não tem nenhuma irmã.</p>
<p>- Senhor, está tudo bem? O senhor está suando muito&#8230; está passando mal?</p>
<p>A cena que surge em minha mente é insuportável, meu corpo quer reagir, acabar com aquilo, mas não consigo, vejo uma gorda de 1,50 de altura e pelo menos 150 kilos passando mel pelo corpo enquanto lambe suas dobras assadas. O ácido é uma droga esquisita, em um instante a realidade é distorcida, às vezes para melhor, outras vezes nem tanto. Se eu estivesse armado iria acabar com aquilo, não que eu odeie gordas, mas quando se está totalmente chapado elas se tornam insuportáveis.</p>
<p>A garçonete desiste de mim, e de repente surge uma figura conhecida: Vagareza Smith.</p>
<p>- Ei cara-de-caralho, ainda aqui?</p>
<p>- Vagareza! E aí mano&#8230; o que porra tá fazendo aqui?</p>
<p>- Você tomou algo?</p>
<p>- Ácido.</p>
<p>- Certo, tudo o que não precisávamos agora é um Alabama chapado pela cidade. Bom cara, tenho uma notícia ruim, Joana ligou e não vem mais. Parece que ela e o George se acertaram e coisa e tal.</p>
<p>Nesse instante acredito plenamente que o Vagareza nem está aqui, e o que estou ouvindo é fruto da viagem ácida. Sempre que estou chapado de ácido perto do Vagareza ele tem cara de morcego. Não sei porque isso, mas ele sempre aparece voando com morcegos e mostrando dentes de vampiro pra mim. O que não é o caso agora, portando duvido que seja ele de verdade.</p>
<p>- Cê tá armado Vagareza?</p>
<p>- Certo, vou te dar a minha arma agora. Você chapado de ácido no meio do aeroporto. Vai ser lindo, vem cara, vamos dar o fora, essa parada vai te levar para a merda total se não darmos um jeito.</p>
<p>Surge então a garçonete. A gorda de 150 kilos. Ela olha fixamente para o meu camarada imaginário, aliás, ela também deve ser fruto do ácido. Ninguém pode ter tantas dobras pelo corpo, e muito menos lambê-las enquanto fala.</p>
<p>- Senhor, pode levar o seu amigo daqui por favor? Ele está assustando os outros clientes, não quero ter que chamar a segurança do aeroporto.</p>
<p>- Vem Jones&#8230;</p>
<p>Então eu levanto, como em um salto, as paredes revertem sangue. Minha viagem está muito perigosa agora, preciso desesperadamente de ar puro, saio correndo para rua como se fosse perseguido por abelhas selvagens. Dou uma espiada para trás e vejo o Vagareza imaginário, pagando o café imaginário que bebi, e a garçonete de 150 kilos (imaginária claro),  agradecendo.</p>
<p>- Me dá a chave Jones, eu vim de táxi.</p>
<p>- Como caralhos você pode dirigir se nem está aqui? Você não tem cara de morcego! Você não é nem de perto um morcego!! Por Deus, me deixe em paz, preciso esperar a Joana aqui e&#8230;</p>
<p>Apago. E acordo sei lá quanto tempo depois, em uma mesa de um inferno qualquer. Na minha volta, Vagareza Smith, Mick e Jack One-Eyed.</p>
<p>- Parece que tá acordando.</p>
<p>- Gordo, busca uma vodka e enfia na goela dele, isso não vai ser tão fácil quanto parecia.</p>
<p>- Ainda estou chapado?</p>
<p>- Eu te trouxe pra cá depois de apagar no aeroporto. Você tá um caco, seu saco de bosta!</p>
<p>- Por Deus&#8230; era tudo verdade? Jack, você saiu da cadeia? Tem mescalina?</p>
<p>- Pelo visto tá tudo bem já.</p>
<p>Apago. Estou tomando umas cutucadas.</p>
<p>- Jones! Pela amor de Deus, você está dormindo?!</p>
<p>- JOANA?! Mas o que..?</p>
<p>Estou no café do aeroporto, todo babado, com uma garçonete gorducha me encarando, e Joana com uma puta mala rosa e uma caveira desenhada à caneta bick.</p>
<p>- Você tá bem? Vamos dar o fora daqui? Uma garota precisa comer.</p>
<p>- É pra já.</p>
<p>Seja o que for que aconteceu, não confio no Vagareza se ele não estiver com cara de morcego. Jamais. Joana resolve dirigir o Landau enquanto eu me encosto no banco do caroneiro, algo me diz que a viagem ainda não passou, e não seria sensato dirigir naquele estado.</p>
<p>Enquanto o vento bate no meu rosto, percebo que não estamos mais na estrada, e sim voando. O Landau decola e abaixo posso avistar toda a maldita cidade, algumas pessoas até acenam. Uma voz então me chama, e vejo morcegos, vários. Um maiorzinho tem a cara do Vagereza Smith.</p>
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		<title>Ouro de Tolo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 02:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de alguns meses, aquela velha coceirinha voltou. Saí da sarjeta há alguns dias, passei semanas perambulando de um canto a outro, bebendo com desconhecidos e não fazendo nenhuma amizade. Ou pelo menos, nenhuma que valesse um peido se quer. Estou em casa ouvindo &#8220;I&#8217;ll Your Be Baby Tonight&#8221; do Bob Dylan, e bebendo uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=68&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/12/drunk-girl.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="Drunk Girl22" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/12/drunk-girl.jpg?w=400&#038;h=267" alt="" width="400" height="267" /></a>Depois de alguns meses, aquela velha coceirinha voltou. Saí da sarjeta há alguns dias, passei semanas perambulando de um canto a outro, bebendo com desconhecidos e não fazendo nenhuma amizade. Ou pelo menos, nenhuma que valesse um peido se quer. Estou em casa ouvindo &#8220;I&#8217;ll Your Be Baby Tonight&#8221; do Bob Dylan, e bebendo uma droga de vodka barata.</p>
<p>Há algum tempo as coisas mudaram, Joana se casou, Vagareza mudou de cidade, e Mick está namorando &#8211; o que é estranho. Fiquei sem rumo, andei por aí, tentei entender o que realmente eu precisava fazer para alguma coisa ter sentido nessa vida. E não descobri. Quando eu caminhei pela calçada rumo ao pôr-do-sol, sentindo uma brisa no rosto e o cigarro no fim queimando meus dedos, eu pensei &#8220;não existe merda nenhuma&#8221;. Posso estar sendo repetitivo &#8211; ou amargo, foda-se, mas a única verdade que descobri nesses meses, é que nada vale realmente a pena.</p>
<p>Um homem de verdade quer apenas as coisas simples, e todos vão concordar comigo: um pouco de dinheiro, bebida de boa qualidade, e uns peitinhos para apertar de vez em quando. Meu amigo, se você tiver essa trinca em sua vida, você é um cara feliz. É triste quando você entra no seu bar de todos os dias, e as pessoas que estão lá não são mais as mesmas de ontem. A paisagem está em constante mudança, menos eu. Estou velho, acabado, e em última instância derrotado. Desisti. Caguei pra todo mundo.</p>
<p>Tive pena, e senti culpa, pelos meus amigos que tentaram me erguer nesse período de merda, ainda não pedi as devidas desculpas. Mas quando você quer chegar ao fundo do poço, dificilmente alguém consegue te parar. Por mais idiota e piegas que possa parecer, o que eu deixei de viver é o que me fodeu nesse tempo, o que eu dediquei, desperdicei&#8230; é o mesmo sentimento de você guardar grana pra uma trepada de luxo, e na hora broxar. Você fica revoltado, que voltar no tempo, quer tomar a pílula, ou fazer qualquer outra coisa, mas não estar naquela situação. É terrível.</p>
<p>No casamento de Joana tive esperanças de que no último segundo ela fosse desistir. Que ela fosse preferir a aventura, do que a segurança. Pobre bastardo. Tudo foi perfeito naquele dia, a cerimônia, a festa, a despedida dos amigos&#8230; em seus olhos eu não via mais aquele fundo de esperança que me movia, não via. Estava tudo selado e acabado. Naquele mesmo dia, Vagareza me levou até um puteiro fora da cidade, coisa diferenciada, era um negócio para me animar, tudo que eu consegui foi uma garrafada na cabeça do segurança, e do Vagareza apontar uma arma para as pessoas feito um piscopata cheio de ácido.</p>
<p>Agora ouvindo &#8220;Forever Young&#8221;, também do Dylan, me cortando o coração. Joana se foi. E todo esse tempo de amor valeu à pena? Algum tempo que vivi dessa forma valeu de alguma merda? Mesmo passado alguns meses, ainda tenho raiva de mim mesmo, e das esperanças vazias que me alimentei por vários anos. Preciosos anos.</p>
<p>Como da vez em que eu e Mick fomos à uma festa, daquelas com música horrível, mas de mulheres bonitas &#8211; ou pelo menos em grande número, e que passamos a noite toda dando em cima de qualquer uma, da mais bonita à mais feia, e no fim não pegamos nenhuma. Percebemos então que estávamos ficando velhos demais. E claro, dali fomos em uma casa qualquer pagar por sexo, é o que nós velhos fazemos.</p>
<p>Ao fim do vinil uma carta é colocada debaixo da minha porta, me levanto cambaleando esperando mais uma conta atrasada, mas para minha surpresa total, é da Joana. No remetente diz:</p>
<p>PARA ALABAMA BASTARDO JONES</p>
<p>DE JOANA</p>
<p>Rasgo o envelope com uma tremedeira gigante, não sabia que estava tão bêbado, estou ansioso demais, mil coisas surgem à mente, e a velha esperança inunda minha alma, aquele sentimento que eu passei meses bebendo e destruindo com rancor e amargura, aquela merda toda está de volta. E a carta diz:</p>
<p>QUERIDO JONES,</p>
<p>ESTOU INDO PASSAR UNS DIAS NA CIDADE, PRECISO BEBER E FAZER UMA FESTA DAQUELAS, ONDE VOCÊS CUZÕES TEM IDO? QUANDO EU CHEGAR TE LIGAREI.</p>
<p>BEIJO!</p>
<p>Não era grande coisa, mas ela não citou o marido. Percebe? Eu sou um tolo idiota e não consigo largar do meu vício. Abro então o criado mudo e encontro meu último ácido. &#8220;Shelter From The Storm&#8221; começa a tocar, passo a língua naquele passaporte para o desconhecido e aperto bem o cinto, seja a merda que Deus quiser, o velho Jones está de volta. Putaquepariu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/68/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=68&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Drunk Girl22</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>A Pistoleira do Inferno (Conto de Vagareza Smith)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 22:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Smith)]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu carro dobra a esquina da 53 em direção à principal. Não faz muito tempo que eu traí a Sheila com um cadáver que a gente achou nessa rua. Deus, quando você achar que chegou ao fundo do poço, espere alguém jogar uma pá. Sempre, SEMPRE fica pior. - Amor, tava aqui pensando. Já faz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=62&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><img class="aligncenter" title="Gun Girl" src="http://www.moviebadgirls.com/usernewestimage9/girl_gun.jpg" alt="" width="325" height="612" /></div>
<div>Meu carro dobra a esquina da 53 em direção à principal. Não faz muito</div>
<div id="_mcePaste">tempo que eu traí a Sheila com um cadáver que a gente achou nessa rua.</div>
<div id="_mcePaste">Deus, quando você achar que chegou ao fundo do poço, espere alguém</div>
<div id="_mcePaste">jogar uma pá. Sempre, SEMPRE fica pior.</div>
<div id="_mcePaste">- Amor, tava aqui pensando. Já faz seis anos que a gente se conhece.</div>
<div id="_mcePaste">Cinco que você fez a Pestilence ir pra cadeia. E a gente tá junto não</div>
<div id="_mcePaste">faz um ano.</div>
<div id="_mcePaste">Jogo a terceira bituca de cigarro pela janela, acendendo o quarto.</div>
<div id="_mcePaste">- Você sabe que eu não presto. Aliás, eu acho que a gente tá durando muito&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">- Nossa, não fala isso. Não que você valha uma lata de cerveja quente, claro.</div>
<div id="_mcePaste">- Brigado, amor. Jô, como tá aí?</div>
<div id="_mcePaste">- O Jones não acordou ainda. Tô preocupada.</div>
<div id="_mcePaste">- Relaxa, lindona. A Sheila fez um bom trabalho nele.</div>
<div id="_mcePaste">Passo a mão nas coxas lindas da Sheila.</div>
<div id="_mcePaste">- Valeu de novo, amor. O Jones vai sair dessa, não vai?</div>
<div id="_mcePaste">- Precisamos de analgésicos, Vagareza. daqui a pouco ele acorda e ele</div>
<div id="_mcePaste">vai precisar. MUITO.</div>
<div id="_mcePaste">- Maldita Pestilence. Dessa vez ela não me escapa.</div>
<div id="_mcePaste">- O que você vai fazer, Smith? &#8211; Jô ajeita a cabeça de Jones nas pernas.</div>
<div id="_mcePaste">- Tô pensando ainda.</div>
<div id="_mcePaste">Cheguei na principal, dobrei em direção à saída da cidade, indo pro</div>
<div id="_mcePaste">meu galpão no interior.</div>
<div id="_mcePaste">Faz tipo, meses que eu não coloco os pés lá. Sempre que eu ou o</div>
<div id="_mcePaste">Alabama precisamos ir lá, é porque 1) queremos matar alguém ou 2)</div>
<div id="_mcePaste">alguém nos quer morto. Dessa vez, são as duas opções. Na verdade, é a</div>
<div id="_mcePaste">única coisa que eu consegui comprar na vida, além deste carro: o</div>
<div id="_mcePaste">sujeito depois que sai da fralda da mãe entra no ciclo</div>
<div id="_mcePaste">trabalhar-receber-comer-foder-gastar. Se torna parte do tal sistema. E</div>
<div id="_mcePaste">a vida vai sumindo na nossa frente. Alabama e eu conseguimos quebrar</div>
<div id="_mcePaste">esse ciclo de merda, mas tudo tem um preço: ninguém nos quer por</div>
<div id="_mcePaste">perto. Vivemos em lugares sujos, em busca de um copo sujo de trago ou</div>
<div id="_mcePaste">uma buceta fedida que nos acolha por uma noite. Trabalhamos onde</div>
<div id="_mcePaste">pessoas normais teriam nojo. O filho da puta do Jones ainda tem sorte</div>
<div id="_mcePaste">de poder escrever de vez em quando. Eu? Só sei roncar alto.</div>
<div id="_mcePaste">Passamos numa farmácia, e fizemos compras. A Sheila um dia queria ser</div>
<div id="_mcePaste">médica, chegou a quase pegar o diploma. Mas dobrou uma esquina errada</div>
<div id="_mcePaste">em direção à morfina e foi tudo pro buraco. Se limpou, mas nunca mais</div>
<div id="_mcePaste">voltou pra faculdade. Gosto dela. Digo, não quero viver PRA SEMPRE com</div>
<div id="_mcePaste">ela, mas gosto dela.</div>
<div id="_mcePaste">Chegamos no lugar. Está ainda mais assustador do que quando eu deixei.</div>
<div id="_mcePaste">Esse frio e a lua cheia deixam a figueira mais macabra ainda. Sheila</div>
<div id="_mcePaste">abre a porta e eu entro com o carro.</div>
<div id="_mcePaste">Meu galpão tem um monte de coisas que eu e o Alabama juntamos ao longo</div>
<div id="_mcePaste">dos anos pra esperar a guerra, os alienígenas, ou divórcios. Então dá</div>
<div id="_mcePaste">pra viver tranquilo nele. Preparei um canto estilo enfermaria pro</div>
<div id="_mcePaste">Jones enquanto a Sheila e a Joana tentavam dar um banho nele.</div>
<div id="_mcePaste">Pestilence pegou pesado: tiro de espingarda na barriga. A vadia nem</div>
<div id="_mcePaste">piscou quando atirou.</div>
<div id="_mcePaste">DEZOITO HORAS ANTES</div>
<div id="_mcePaste">- Jones. Acorda, filho da puta.</div>
<div id="_mcePaste">- Puta? Quem é puta? Puta é sua mãe!</div>
<div id="_mcePaste">- Caralho&#8230; ô vadia, passa pro cara que deve tá morto aí do teu lado.</div>
<div id="_mcePaste">Escuto uns estalos, e uns xingamentos.</div>
<div id="_mcePaste">- Quê?</div>
<div id="_mcePaste">- Jones, a pestilence achou a gente.</div>
<div id="_mcePaste">- O QUE? CARALHO? ELA TÁ MORTA?</div>
<div id="_mcePaste">- Morta? Não, porra, quase morto tô eu. A mina aumentou o nível de artilharia.</div>
<div id="_mcePaste">- Só se ela tiver dirigindo tanque agora&#8230; E aí?</div>
<div id="_mcePaste">- Ela tá te procurando. Precisamos ver o que fazer.</div>
<div id="_mcePaste">- Tá. Me espera aí.</div>
<div id="_mcePaste">15 minutos depois, eu estou terminando de consertar a porta, quando Jones chega.</div>
<div id="_mcePaste">- Ei, eu pago o estrago, tá?</div>
<div id="_mcePaste">- Não esperava menos. Trouxe cerveja?</div>
<div id="_mcePaste">- Aqui.</div>
<div id="_mcePaste">Jones entra no apê, e vê Joana correndo em direção a ele. Ele abre os</div>
<div id="_mcePaste">braços, ela fecha os punhos. Um cruzado de esquerda no queixo e um</div>
<div id="_mcePaste">direto no plexo solar. Jones não esperava tanto amor.</div>
<div id="_mcePaste">- QUER DIZER QUE O SEU NOME NÃO É JONES? E QUE VOCÊ É CASADO?</div>
<div id="_mcePaste">- Jô, calma, eu posso expli&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">Jô abaixa pra pegar nas bolas dele. Juro que eu vi uma ereção por ali.</div>
<div id="_mcePaste">- Você vai ter tempo pra explicar DEPOIS que a gente sumir. Agora senta aí.</div>
<div id="_mcePaste">- Sumir? Quem pensou em sumir? &#8211; Sheila aparece vestida com uma</div>
<div id="_mcePaste">camiseta minha. Estou ficando sem roupas, as minhas melhores camisetas</div>
<div id="_mcePaste">viraram pijamas pras minas.</div>
<div id="_mcePaste">Joana vira pra Sheila.</div>
<div id="_mcePaste">- Ué, eu achei que a gente fosse sumir do mapa, por causa dessa louca.</div>
<div id="_mcePaste">Eu acendo três cigarros ao mesmo tempo, passo um pra Sheila e um pro Jones.</div>
<div id="_mcePaste">- Isso só funcionou da primeira vez porque ela foi presa. Agora o</div>
<div id="_mcePaste">negócio tem que ser mais forte, eu acho.</div>
<div id="_mcePaste">- E como você fez pra ela ir pra cadeia mesmo, Smith?</div>
<div id="_mcePaste">- Um quilo de pó e uma denúncia anônima. Me custou 20 paus do mais</div>
<div id="_mcePaste">puro néctar boliviano, mas era isso ou o Jones ia acabar sem as</div>
<div id="_mcePaste">gônadas.</div>
<div id="_mcePaste">- E o que você fez, Jones?</div>
<div id="_mcePaste">- É&#8230; bem&#8230; porra, o cara comete UM deslize&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">- O cara comeu a mãe E a irmã dela, Jô. Pronto, falei.</div>
<div id="_mcePaste">Joana olha pra ele como quem olha prum cão raivoso.</div>
<div id="_mcePaste">- Eu acho que você merecia, né? filho da puta!</div>
<div id="_mcePaste">- É&#8230; é, sei lá&#8230; bem&#8230; o que importa é que eu estou aqui, baby.</div>
<div id="_mcePaste">Joana pega o cigarro de Sheila, dá uma longa tragada e joga a bituca em Alabama.</div>
<div id="_mcePaste">- Vou pensar se te ajudo, seu fedido leproso filho duma cabra. &#8211; E sai da sala.</div>
<div id="_mcePaste">Gordo Mick enxuga o suor da testa, depois de subir no terraço do meu</div>
<div id="_mcePaste">prédio. Estamos em pleno inverno e ele consegue fazer poças nas</div>
<div id="_mcePaste">axilas.</div>
<div id="_mcePaste">- Tá, quer dizer que tem uma puta com uma espingarda correndo a cidade</div>
<div id="_mcePaste">atrás do Alabama?</div>
<div id="_mcePaste">- Isso.</div>
<div id="_mcePaste">- E a gente vai matar ela?</div>
<div id="_mcePaste">- Basicamente.</div>
<div id="_mcePaste">- E o que eu ganho com isso? Eu nem conheço essa vadia&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">- Vem cá, tu sabe voar?</div>
<div id="_mcePaste">Silêncio. Eu adoro silêncio. A cidade lá embaixo gritando, os carros</div>
<div id="_mcePaste">começam a acender os faróis, o sol está indo embora. Mas aqui, no</div>
<div id="_mcePaste">terraço do meu prédio, o silêncio impera.</div>
<div id="_mcePaste">- Mick, você não precisa fazer muita coisa. Lembra quando a gente fez</div>
<div id="_mcePaste">aquele bico no matadouro?</div>
<div id="_mcePaste">- Leeeembro! Você matava, o Jones tirava a buchada e eu separava a</div>
<div id="_mcePaste">carne. Várias picanhas roubadas&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">- É, eu lembro que a gente foi demitido porque a picanha nunca chegava</div>
<div id="_mcePaste">pra embalar, cuzão. Enfim, vai ser a mesma coisa. Só que dessa vez, é</div>
<div id="_mcePaste">uma vaca que anda de pé. E o Jones não vai participar da parte da</div>
<div id="_mcePaste">buchada, isso é com a gente.</div>
<div id="_mcePaste">- Porra, você fala como se já tivesse matado um monte de gente.</div>
<div id="_mcePaste">Acendi um cigarro. Melhor não responder essa.</div>
<div id="_mcePaste">- Então, o negócio é o seguinte&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">Combinamos que iríamos tentar ir ao encontro da Pestilence, onde ela</div>
<div id="_mcePaste">estivesse. Mas tínhamos que saber onde estávamos pisando, fazer um</div>
<div id="_mcePaste">reconhecimento, então liguei pra vaca. Disse que o Jones tava disposto</div>
<div id="_mcePaste">a conversar, ela disse que ele só ia conversar com a dois-canos dela.</div>
<div id="_mcePaste">Peguei o endereço, ficava numa parte da cidade que a gente conhecia</div>
<div id="_mcePaste">muito bem. Provavelmente, no quarto onde ela está hoje, eu já passei</div>
<div id="_mcePaste">umas mil vezes.</div>
<div id="_mcePaste">O problema de todo esse esquema era o número de gente envolvida. Eu,</div>
<div id="_mcePaste">Alabama, Sheila, Joana, e agora o Gordo Mick. Isso vai dar merda.</div>
<div id="_mcePaste">Botei o Gordo na cola da mina. Agora ele conhecia a vaca, chegou a</div>
<div id="_mcePaste">dizer que comia. Coitado, mal sabe ele que se bobear quem entra na</div>
<div id="_mcePaste">vara é ele mesmo. Enquanto ela estava no centro, me hospedei no mesmo</div>
<div id="_mcePaste">hotel. Quarto 22, de frente pro dela. Dessa noite ela não escapa.</div>
<div id="_mcePaste">Antes eu falei que só sabia roncar. Não é bem verdade. Eu sei umas</div>
<div id="_mcePaste">coisas, mas nada que me faça ganhar dinheiro, então não é importante.</div>
<div id="_mcePaste">Mas eu montei o plano. Jones vai aparecer na porta dela, quando ela</div>
<div id="_mcePaste">atender eu vou estar no apê da frente esperando ela. Então a gente vai</div>
<div id="_mcePaste">fazer ela dar o checkout, vai levar ela pro meu galpão e de lá ela não</div>
<div id="_mcePaste">vai mais sair. Perfeito.</div>
<div id="_mcePaste">No horário combinado, Jones aparece na porta dela.</div>
<div id="_mcePaste">- Prudence, sou eu.</div>
<div id="_mcePaste">Do outro lado do corredor, por trás da minha porta, eu escuto o</div>
<div id="_mcePaste">engatilhar da arma. Eu engatilho a minha, também.</div>
<div id="_mcePaste">No momento em que ela abre a porta, eu também abro. E aponto a nove na</div>
<div id="_mcePaste">fuça dela.</div>
<div id="_mcePaste">- Devagar, Pru. Eu quero atirar em você, mas não agora.</div>
<div id="_mcePaste">- FILHO DA PUTA! ARMOU PRA EU SER PRESA E ARMOU PRA MIM AGORA!</div>
<div id="_mcePaste">- Abaixa o cano, Pru. Jones, devagar, aqui pra dentro. Prudence, você&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">Não consegui completar. Mick Gordo aparece apanhando de um cara que a</div>
<div id="_mcePaste">gente nunca viu na vida.</div>
<div id="_mcePaste">- Quem é esse via&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">Não consegui completar, de novo. Pestilence atirou em Jones, que ainda</div>
<div id="_mcePaste">estava entre a gente. Eu aparo a queda dele, e o puxo pra dentro do</div>
<div id="_mcePaste">apê. Mick leva uma coronhada e cai no chão, eu dou uns tiros, erro</div>
<div id="_mcePaste">todos. Só consegui ouvir o cara desconhecido dizer &#8220;Vamo, amor,</div>
<div id="_mcePaste">corre&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">Agora tenho um baleado, um desmaiado, e dois fugitivos. puta que pariu.</div>
<div id="_mcePaste">Só posso carregar um, então deixei o Mick Gordo na lona. Corri com</div>
<div id="_mcePaste">Alabama pro carro, o bicho desmaiado, mas ainda vivo. Liguei pra</div>
<div id="_mcePaste">Sheila:</div>
<div id="_mcePaste">- Amor, deu merda. prepara pra costurar bem mais que um supercílio.</div>
<div id="_mcePaste">ATUALMENTE</div>
<div id="_mcePaste">Saio do banho e procuro Sheila. Nos abraçamos. Puta que pariu, que dia.</div>
<div id="_mcePaste">- E o Jones?</div>
<div id="_mcePaste">- Deu uma acordada, mas tá chapadão. Dei um negócio pra ele dormir um</div>
<div id="_mcePaste">pouco mais. Ele perdeu muito sangue, cara, achei que não ia dar pra</div>
<div id="_mcePaste">ele.</div>
<div id="_mcePaste">- É, eu também não. Filho da puta tem sorte de ter você por perto.</div>
<div id="_mcePaste">- Valeu. A Jô tá dormindo, a coitada não parava de chorar, eu tb dopei ela.</div>
<div id="_mcePaste">- Quer dizer que dá pra dar uma sem acordar ninguém?</div>
<div id="_mcePaste">- Hmm&#8230; é.</div>
<div id="_mcePaste">- Então bora.</div>
<div id="_mcePaste">No caminho pra cama, Sheila me pergunta:</div>
<div id="_mcePaste">- E amanhã, você vai atrás da Pestilence?</div>
<div id="_mcePaste">Eu acendo um cigarro. Penso bem antes de dizer:</div>
<div id="_mcePaste">- Sem dúvida. A vadia já tá morta, só não avisaram ela.</div>
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			<media:title type="html">Gun Girl</media:title>
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		<title>O Casamento &#8211; Parte I Confissões ao Cowboy</title>
		<link>http://dontfuckbaby.wordpress.com/2009/12/04/o-casamento-parte-i-confissoes-ao-cowboy/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 15:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[A notícia chegou como uma bomba de trocentos megatons, Joana e George iam se casar. Eu jurei a mim mesmo que ia deixar essa mulher em paz, etc e tal, mas sabe como é né? Você sempre fica chocado com uma porra dessas. Fui convidado como testemunha, e eles nem vieram aqui, mandaram o convite [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=57&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/12/suburbancowgirlphoto1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-58" title="SuburbanCowgirlphoto[1]" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/12/suburbancowgirlphoto1.jpg?w=180&#038;h=300" alt="" width="180" height="300" /></a><br />
A notícia chegou como uma bomba de trocentos megatons, Joana e George iam se casar. Eu jurei a mim mesmo que ia deixar essa mulher em paz, etc e tal, mas sabe como é né? Você sempre fica chocado com uma porra dessas. Fui convidado como testemunha, e eles nem vieram aqui, mandaram o convite pelo correio. Eu pessoalmente acho que George sabe das coisas. Garoto esperto.<br />
Eu estou na merda de novo, sozinho, pouca grana, enfim&#8230; Apostei meus últimos trocados em uma merda de cavalo de corrida, segundo o Mick, &#8220;grana fácil&#8221;, &#8220;sem erro&#8221;. Claro, sempre se pode confiar na palavra de um cara que cata cachorro quente da lixeira dos outros pra comer.<br />
Liguei para o Vagareza e nos encontramos em um pub irlandês perto da minha casa, eu não tenho nada contra irlandeses, mas o Vagareza não gosta deles, e disse que viria armado. Ultimamente todos nós andamos meio paranóicos, tudo isso por causa da prisão do nosso amigo Jack One-Eyed. O idiota foi pego com um cara premiado de pó, e pior, era pra uma festa nossa, merda.<br />
O Vagareza já estava na segunda tequila quando cheguei, pensei comigo &#8220;isso vai dar merda&#8221;.<br />
- E aí brow?<br />
- Firmeza?<br />
- Firme&#8230; senta aí, vai beber o que?<br />
- Vodka com soda.<br />
- Bebida de bicha.<br />
- Cala a boca.<br />
Ligamos para Mick, mas o celular estava desligado.<br />
- E a Sheila, tudo certo?<br />
- É&#8230; acho que sim, quebramos o pau feio ontem. &#8220;Seus amigos não prestam&#8221;. &#8220;Acha que eu não sei que tem mulher aonde vocês vão?&#8221;, e todo o tipo de coisa que me deixa puto. Ela foi pra casa da mãe.<br />
- Isso quer dizer que beberemos até cair sem peso na consciência.<br />
- Pode apostar Jones.<br />
Minha bebida chega, acendo um cigarro, estranhamente começa a tocar &#8220;The Greatest Cowboy of them all&#8221;, Johnny Cash. Uma coisa estranhamente country em um pub irlandês. Olhei pra pança do Vagareza e vi o coldre, o filha da mãe veio armado.<br />
- Pra que a arma?<br />
- Esses irlandeses porra, não se pode confiar nesses caras. Eles tem máfia sabia? Tipo italianos, mas sem aquela coisa de família, você é um irlandês qualquer, e eles te furam, seja primo, tio irmão. São uns putos de uns capitalistas cornos.<br />
- Tu não é irlandês porra.<br />
- Por isso, se eles são assim com a gente deles, imagina com uns merdas que nem a gente?<br />
- Cara, tu tá mais paranóico que o normal, andou cheirando?<br />
- Cheirei buceta, que tal?<br />
Óbvio que agora ele iria ficar de olho em todo mundo que entrasse, qualquer ruivo estaria fodido se dissesse um &#8220;oi&#8221;. Bebi a minha vodka e resolvi acompanhar o meu amigo, passei para tequila. No fim da garrafa a língua fica solta, e algumas verdades saem sem a gente nem perceber, o que é perigoso, ainda mais quando se tem um bêbado armado na sua frente.<br />
- E a Joana hein?<br />
- Que que tem?<br />
- Não te faz bichinha, vai dizer que não tá puto? Podemos ir lá agora mesmo e matar o George, é só dizer, um tiro na fuça e ela fica livre cara.<br />
- Não&#8230; já tinha passado da hora de isso acontecer cara, sabe? Estamos nesse rolo há muito tempo, roendo o meu cérebro e me fazendo cavar mais fundo o caminho para o inferno.<br />
- Vá se foder! Ei, ruiva!! Trás outra garrafa! Tu devia ir lá e falar umas verdades pra essa mina, agora mesmo.<br />
- Nem vem cara. Essa parada acabou, fim de jogo&#8230; prefiro mandar esses irlandeses pro inferno e irmos pra alguma putaria.<br />
- Hahahahah Despedida de solteiro?<br />
- Ah se fosse&#8230; caralho!<br />
Pegamos a segunda garrafa e partimos para uma via sacra de degradação. Graças ao bom Deus todas as casas da vida estavam abertas, e passamos por algumas. Bebemos um pouco mais e passamos em outras. Claro que fiquei impressionado pelo fato de que o Vagareza entrou armado em todos esses lugares como se fosse uma porra de cowboy, juro que vi ele mastigando um fiapo de capim em alguns momentos.<br />
Já quase cinco da manhã paramos na última casa da cidade, encontramos duas moças muito bonitas e de preço acessível, rapidamente fizemos o acerto e as levamos para a praia mais próximas. Eu fui dirigindo enquanto era acariciado pela minha ruiva, enquanto Vagareza fazia o serviço no banco de trás com a sua morena. Estávamos no meu conversível à 140 km/h, bebendo, trepando e ouvindo Black Sabbath.<br />
A lua estava perfeita, porém o sol já arriscava dar as caras, a praia ficou bem iluminada, e cada um com sua garota foi para um lado trepar mais à vontade. Eu, minha ruiva, e mais meia garrafa de vodka nos deitamos na areia e começamos a conversar um pouco.<br />
- Seu amigo é meio louco né?<br />
- O Vagareza? Não&#8230; ele é normal, você precisar conhecer o Mick.<br />
- Hahahahaha vocês estão pulando de boate em boate e bebendo sem parar&#8230;<br />
- Despedida de solteiro&#8230;<br />
- Como é?? Um de vocês vai casar? Quem?<br />
- Na verdade não, uma mina que eu era encarnado vai casar, então resolvemos cair na noitada pra não cair na fossa.<br />
- Sei, vem cá&#8230;<br />
A ruiva tem a pele muito macia, não deve ter mais que 25 anos, me beija carinhosamente como se fôssemos namorados, sinto um arrepio como se aquilo tivesse algum sentimento envolvido, mas acho que é só minha velha pistola de cowboy ficando dura né? Ela então cavalga virada para o nascer do sol, olhando fixamente para o horizonte como se fosse a porra do John Wayne.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=57&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Pentelho Branco</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Nov 2009 19:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Resolvi acordar pra realidade. Quase 5.0 na cara e ainda vivo como se tudo fosse uma grande festa de merda. Convidei todos os amigos(os que me lembrei) para um lance na minha casa, uma coisa menos violenta, sem drogas, tipo um jantar. Tirei uma gatinha da zona faz uns dois meses e ela tem ficado aqui [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=53&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/11/drunk21.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-55" title="drunk2[1]" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/11/drunk21.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Resolvi acordar pra realidade. Quase 5.0 na cara e ainda vivo como se tudo fosse uma grande festa de merda. Convidei todos os amigos(os que me lembrei) para um lance na minha casa, uma coisa menos violenta, sem drogas, tipo um jantar. Tirei uma gatinha da zona faz uns dois meses e ela tem ficado aqui em casa, seu nome é Lucielle. Fode bem, lógico, treinada no assunto. Ela tratou de pilotar o fogão. Algumas pessoas não comem comida feita por puta, mas a Lucielle lava bem as mão sempre, antes e depois, eu sei.</p>
<p>O primeiro que aparece, lógico, é o Mick. Com uma garrafa de vinho barato.</p>
<p>- Entra logo aí seu gordo de merda, e pega uma cerveja.</p>
<p>Espio pela janela e vejo o carro vermelho do Vagareza estacionado. Normal, ele deve estar chegando&#8230; olho novamente e o carro começa a se mexer, noto que os vidros estão embaçados. Puta que pariu, o Vagareza tá comendo a mina dele na porta da minha casa! Chamo o gordo pra ver e ele começa a rir alto e fazer barulhos estranhos, Lucielle também aprecia.</p>
<p>De repente a campanhia. Atendo e tenho uma visão que me atormenta nos últimos meses: Joana e o cuzão do namorado, o chupador de pica chamado George.</p>
<p>- Oi Jô. &#8211; cumprimento, rapidamente Lucielle cola na minha.</p>
<p>- Jones. Lucielle.</p>
<p>- E aí velho? &#8211; provoca George, obviamente ele não é muito bem vindo.</p>
<p>Os dois entram e eu levo um beliscão de Lucielle. Espio Joana pelo canto do olho, ela está vestida com uma camisa curtíssima do Deep Purple, e uma mini saia do satanás. Dou com o pau na quina na mesa pra ver se contenho uma ereção expontânea.</p>
<p>- O que tu tá fazendo?</p>
<p>- Nada querida&#8230; me trás uma cerveja?</p>
<p>- Pega tu mesmo! &#8211; Mau conheço a Lucielle e parece que somos casados há séculos. Mick abre um sorriso lá no fundo da sala, é um puto mesmo!</p>
<p>Vagareza e Sheila aparecem, nitidamente chapados, rindo de qualquer coisa, e quase se comendo ali mesmo.</p>
<p>E por último aparece Jack One-Eyed, o senhor farmácia, vende o que você precisar. E pelo visto ele usou algo, chegou extremamente paranóico, falando coisas sem sentido sobre misturar anfetaminas e suco de limão. Lucielle aparece com um martelo de &#8220;amansar bifes&#8221; e anuncia que a comida está na mesa. Não tem muita gente mais para vir, e quem não veio foda-se.</p>
<p>George me incomoda. O simples fato do infeliz respirar já me deixa puto. Eles sentam lado a lado e eu na cabeceira. No fundo eu sinto que perdi Joana há muito tempo. Sinceridade. Não sei porque, as minhas chances passaram, as oportunidades cagaram na porta da minha casa e eu não liguei, dei alguma desculpa, estava bêbabdo, com alguma puta, sei lá. Sempre acontecia alguma coisa.</p>
<p>Ainda, apesar da minha vontade, eu não sabia se Joana tinha o mesmo pensamento. Ela sempre me deu todos os sinais que estava afim de algo, e quando muito raramente me dava abertura pra chegar tomava um toco federal. Aí passava uma semana ou duas e a dança do não-acasalamento começava novamente. Estranho, tedioso, horrível, e deprimente sentimento de amor tomava conta de mim nesse tempo. Mas então, eis que chego em sua casa de surpresa e dou de cara com o tal George. Nada contra você ter uma musa não é? Você sabe que ela também precisa namorar, beijar e Deus me livre&#8230; trepar, mas quando você encontra o cara que está comendo&#8230; é muito foda. Foi aí que me liguei. Estou velho, as festas não são mais as mesmas, a bebida tem outro gosto, e os velhos bastardos que me perseguem estão casando, morrendo de overdose ou cirrose. A grandiosa festa da vida está nas suas horas finais, de agora em diante é o &#8220;after&#8221;. Ou melhor dizendo, é o lucro.</p>
<p>Ok, ok, você pode pensar: &#8220;Que idiotice de velho!&#8221;, ah sim, mas você também será um velho, reze à Deus para que não seja um velho broxa. Eu não sou, amém.</p>
<p>Lucielle é uma boa moça, está cuidando de mim, chupando meu pinto velho sempre que pode, o que mais um homem pode querer? Ela também tem belos peitos, diga-se de passagem. A vida é tranquila. Mas como sempre, a grama do vizinho é raspadinha e suculenta. A Lu sabe que estive empacado em Joana por pelo menos 10 anos. Porra, é tempo pra caralho. O que tinha de esperança se foi, e o que me resta é um bolo de cachaça na minha frente, com duas velas apontando meus cinquenta anos de derrota e autodestruição.</p>
<p>E vem os parabéns, cada um em sua vez me abraça, me deseja buceta, dinheiro e mais alguns anos para que meu traficante não morra de fome. Até o puto do George, o que caralhos ele faz aqui mesmo? Porra. Então por último vem Joana, ela me abraça cuidadosamente, seus peitos perfeitos encostam em minha barriga, há muito carinho nesse momento, o velho coração bastardo pulsa forte e o tempo congela. Parece ser o momento ideal, para que eu me declare e fuja com ela no meu Alfa Romeo Spider 1974. Ela não diz nada, eu também não. Um puta sentimento de vazio toma conta de mim e deixo escapar uma lágrima. É como perder a batalha da sua vida.</p>
<p>Joana se afasta como se não percebesse nada, melhor assim. Lucielle me dá um abraço forte e me empurra uma dose de whisky do bom. Foda-se amigo, essa já era.</p>
<p>- Ei Jones, -grita Vagareza, como é ser um velho cuzão de merda? Já tá apelando pras azuis?</p>
<p>- Só quando como o teu cu! Viadão!</p>
<p>No fim, ou pelo menos perto do fim, são eles que importam, os amigos de verdade, a família que a vida nos trás e as doses que nós pagamos à elas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=53&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">drunk2[1]</media:title>
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		<title>Agora&#8230; foi?</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 20:09:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Joana estava dando uma festa daquelas. Smith já estava lá desde cedo, e Mick passou na minha casa, ele estava sem carro pra variar. Antes porém, precisávamos levar mais fogo para essa festa, a coisa toda sempre é destruidora, mas um pouco mais de pólvora nunca faz mau né? Já eram quase 22 hrs, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=45&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-44" title="SNF23KELLYAN_280_441276a[1]" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/07/snf23kellyan_280_441276a1.jpg?w=215&#038;h=300" alt="SNF23KELLYAN_280_441276a[1]" width="215" height="300" /></p>
<p>Joana estava dando uma festa daquelas. Smith já estava lá desde cedo, e Mick passou na minha casa, ele estava sem carro pra variar. Antes porém, precisávamos levar mais fogo para essa festa, a coisa toda sempre é destruidora, mas um pouco mais de pólvora nunca faz mau né? Já eram quase 22 hrs, e o Gordo estava enrolando para entrar no carro. Obviamente não iríamos encontrar nada aberto essa hora.</p>
<p>- Anda logo Mick filha da puta!</p>
<p>- Espera pô, tô mijando! Caralho!</p>
<p>O Gordo sempre tem uma porra de desculpa, tudo com ele é difícil, embaçado, falta algo&#8230; puta que pariu. Eu tenho que confessar que estou um pouco ansioso, na última vez quase fiquei com a Joana. Foi um quase daqueles de adolescente. Quando você não faz merda nenhuma e acha foi quase&#8230; sabe?</p>
<p>Passamos então no primeiro posto de gasolina.</p>
<p>- Não vendemos bebidas depois das 22:00 hrs senhores.</p>
<p>- Putaquepariu!! Agora são 22:03 moço! &#8211; berra o Gordo desesperado.</p>
<p>- Não posso fazer nada, se vendermos e a polícia pegar vocês, sobra pra gente.</p>
<p>Então vamos ao segundo posto&#8230; e é a mesma coisa, e o terceiro, o quarto, o quinto&#8230; no sexto o Gordo já está fora de si:</p>
<p>- VÃO PRA MERDA!! EU CONHEÇO VOCÊS! EU SEI ONDE VOCÊS MORAM, VOU ATÉ SUAS CASAS E ENTÃO&#8230; ENTÃO VOU QUEIMÁ-LAS!!</p>
<p>- Merda Gordo, fica embromando e a gente sempre se fode!</p>
<p>Nisso meu telefone toca, Smith na pressão:</p>
<p>- Comé seus viadinhos?? Vão trazer mais bebida ou vão fabricar primeiro?</p>
<p>- O porra do Mick se atrasou e agora tá tudo fechado!</p>
<p>- Putaquepariu Jones! Tá fodido, falei pra Joana que vocês iriam salvar a festa, ela ficou toda animadinha&#8230;</p>
<p>- Merda! Não fala nada, vamos dar um jeito!</p>
<p>Começo a pensar em assaltos e formas de matar Mick dolorosamente. Até que ele vem com a super ideia:</p>
<p>- Jones, já que não temos bebida, podiámos levar algumas coisas mais pesadas hein?</p>
<p>- Affe, entrar na boca essa hora cara?</p>
<p>- A gente é mano dos caras, quem caralhos iria fazer alguma coisa com dois bostas que nem a gente?</p>
<p>No fundo ele tinha uma certa razão. Até porque, pensando bem, eu acho que tenho mais chance com a Joana chapada. Então sem muita conversa passo em casa e esvazio o porta-malas, não sei quantos corpos o pessoal da boca vai fazer a gente transportar&#8230;</p>
<p>Meia hora depois chegamos na casa do Jack One-Eyed. Dizem que o cara é imortal, eu realmente não sei, mas o que se pode ver de cara são trocentas cicatrizes. Eu já fui companheiro de bebedeira desse cara, então trato ele como irmão.</p>
<p>- Ei filho da puta!</p>
<p>- Jones, e aí, firme?</p>
<p>- Mole e apontando pra ti!</p>
<p>- Hhahahaha chega aí&#8230; e esse gordo, é teu segurança?</p>
<p>- Ele segura a minha pica pra eu mijar.</p>
<p>- Tem cara que faz isso mesmo! hahaha Qual é a boa?</p>
<p>Mick fica apreensivo, parece que ele cheirou uma tonelada de pó ou algo assim, ele fica encarando a garotada na porta, fica encarando Jack, e até a merda do cachorro dele. Ele está nitidamente se cagando nas calças. Me pergunto pra onde foi toda aquela panca de horas atrás.</p>
<p>- Negócios meu amigo de uma órbita só. &#8211; começo a negociação.</p>
<p>- O que tá procurando?</p>
<p>- Algo especial&#8230;</p>
<p>- Sei, tá querendo agradar alguma mina né? Tipo dia dos namorados, fala aí!</p>
<p>- Err&#8230; é, mais ou menos, ela tá fazendo uma festa, e a gente ficou de levar mais bebida, mas o gordo ali demorou muito pra se arrumar e acabou fechando tudo. Essa porra de lei seca, sabe como é.</p>
<p>- Festa? Putaquepariu&#8230; eu vou com vocês.</p>
<p>Nesse instante o gordo praticamente se mija todo, fica todo vermelho, sem reação, parece até que estamos levando um serial killer ou algo assim.</p>
<p>- Me dá dez minutos, vou pegar umas coisinhas. Vai abrindo o porta-malas lá.</p>
<p>Saímos até o carro, e ligo pro Vagareza pra informar que estamos levando um velho conhecido de guerra, ele pelo menos fica empolgado, já o gordo&#8230;</p>
<p>- Tem certeza cara? Vamos andar com esse cara por aí? E se ele estiver armado?</p>
<p>- Relaxa bolo-fofo, eu conheço o cara faz séculos.</p>
<p>Jack aparece com um monte de tralhas e enfia tudo no porta-malas, não dá tempo nem de ver o que é. Ele puxa dois baseados do bolso, acende um e me dá o outro. O clima ficou tenso, pelo menos para nós, pois Jack estava chapado e à vontade. Eu realmente fiquei preocupado com o que estávamos transportando, se a polícia nos para já era, Alabama Jones, Mick o Gordo e Jack One-Eyed na prisão. Lindo.</p>
<p>Acelerei pra caralho como se o carro fosse roubado, mau consegui fumar aquela erva. Mick arregalava os olhos à cada sinal que eu furava, e Jack simplesmente ria desesperadamente. Sádico filho da puta. Em menos de vinte minutos chegamos à festa, e claro, pela demora o negócio já estava na finaleira. Muita gente bêbada e drogada por todo o lado. Jack foi até o meu carro e pegou uns cachimbos, ele parecia o dono da parada toda, incrível. Dei uma volta atrás do Vagareza e acabei encontrando-o com a cara na privada, juntei o pobre derrotado e joguei aquele corpo moribundo no sofá.</p>
<p>Nesse momento toca Love me Tender, do Elvis.</p>
<p>Joana aparece por trás, falando umas merdas, ela já estava alucianda. No outro canto da casa Mick estava bebendo alguma coisa e conversando com Jack. Olho para Joana e tento o que eu esperava a noite toda: uma investida suicida. Dessas que nunca dão certo.</p>
<p>- Jô&#8230;</p>
<p>- &#8230;e eu te falei que com essa porra de lei seca nenhuma merda ia tá aberta! Mas nãooooooooooo o Sr. Alabama tem que enfiar o pinto no meio da merda e se atrasar e&#8230;</p>
<p>- Jô olha&#8230;</p>
<p>- &#8220;Olha&#8230;&#8221; o seu cu! Eu vi que o teu carro tem uma fábrica de drogas lá atrás&#8230; e porra&#8230; EM QUE CARALHO DE FESTA VOCÊS ANDARAM SEM MIM?</p>
<p>- &#8230;a gente tava na putaria, comendo umas putas! Vá se foder! Caralho!</p>
<p>- É! Bem típico! Foda-se!</p>
<p>É&#8230; funcionou.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/45/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=45&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Saga do Pentelho Ruivo e do Caralho de Aço</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 17:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou saindo do bar, e paro para uma pequena descançada. Sento na calçada e divago um pouco sobre a vida&#8230; Qual história de auto-destruição não tem mulher no meio? Você sabe. Quando a coisa desanda, em quaquer sentido, uma mulher está envolvida. Nosso cérebro funciona bem sob o efeito do álcool, mas não sob efeito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=35&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone size-medium wp-image-27" title="drunk_girl" src="http://dontfuckbaby.files.wordpress.com/2009/03/drunk_girl.jpg?w=250&#038;h=300" alt="drunk_girl" width="250" height="300" /></p>
<p>Estou saindo do bar, e paro para uma pequena descançada. Sento na calçada e divago um pouco sobre a vida&#8230;</p>
<p>Qual história de auto-destruição não tem mulher no meio? Você sabe. Quando a coisa desanda, em quaquer sentido, uma mulher está envolvida. Nosso cérebro funciona bem sob o efeito do álcool, mas não sob efeito da vagina, essa sim, e a melhor e mais viciante droga que existe. Mas se você não gosta, meus cumprimentos, pois assim sobra alguma coisa para derrotados da minha laia.</p>
<p>Eu estava há alguns meses sem muito trabalho, tentei ganhar a vida com o que eu gosto: mulher e cerveja, mas de modo algum isso me dá algum dinheiro, o que é realmente uma pena. Me resta então, juntar-me aos comedores de bosta e arrumar um emprego, mesmo que seja temporário, apenas para pagar a próxima festinha nas casas da vida. Liguei para Joana hoje cedo, e como sempre ela deixou tocar até cair, não sei por que ainda tento.</p>
<p>Fui até uma pequena fábrica de tampinhas de garrafa, dessas de alumínio, e consegui um trabalho na máquina de pintura. A coisa toda era muito simples: apertar um botão e olhar o resultado, se ficasse uma merda devia chamar o responsável e ir pegar um café até que tudo fosse resolvido. Maior tédio que isso impossível. Então vesti um  macacão e começei minha derrota. Ao mesmo tempo em que apertava aquele botão idiota, pensei em quanto nada daquilo fazia sentido, e me questionei se os vinte dólares do fim do dia valeriam apena. Mas se você vai fazer o trabalho de uma máquina, seja uma máquina! E ali fiquei apertando aquele botão.</p>
<p>Quando o processo ficou automático eu apertava o botão no tempo certo e nem olhava mais o resultado, foda-se. Aproveitava para olhar as operárias, mesmo naquele uniforme demoníaco tinha alguma coisa boa ali por baixo, principalmente no meio daquelas coxas. Rapidamente pensei em outra coisa, pois se tenho uma ereção aqui meu pau podia ficar preso nessa máquina do capeta.</p>
<p>Eis que uma moça ruiva passa por mim, não sei dizer com que cara, pois ela usava um óculos desses de segurança e uma máscara, aquilo sim me deixou de pau duro. Um apito maluco toca, e me dou conta que é o intervalo do cafézinho. Sigo a manada até a cantina.</p>
<p>A ruiva ainda me encara, e eu não perco tempo.</p>
<p>- Não sabia que em fábrica de tampinhas podiam existir mulheres bonitas assim.</p>
<p>- É porque você não viu a fábrica de absorventes! hahaha</p>
<p>Conversamos um bocado, o apito tocou umas duas vezes, não sei o que significa, mas fiquei ali. Paralisado com aquela ruiva escultural escondida naquela macacão do inferno. Convidei ela para um drink depois do horário e ela aceita. Meu sexto sentido da derrota me diz que algo não está certo, mas resolvo arriscar.</p>
<p>Enquanto aguardava a chegada da ruiva aproveitei para fumar uns 20 cigarros e beber 8 doses de vodka. Eu não sabia por quanto tempo a minha autoconfiança iria durar. Ela chega, e eu vejo um baita mulherão. Por aquele breve minuto, entre a caminhada da porta à mesa, me lembro de Joana, e digo a mim mesmo que finalmente vou poder abandonar a tola esperança que me alimenta.</p>
<p>- Oi, já tá bebendo alguma coisa?</p>
<p>- Pedi uma vodka e fumei um cigarrinho&#8230; você não se importa né?</p>
<p>- Não, não&#8230; pode pedir um martini duplo pra mim?</p>
<p>Impressionante. Uma mulher bonita, que não se importa com um velho bêbado que fuma. Peço a bebida e ofereço um cigarro, ela aceita. Mando o resto da vodka pra dentro e faço sinal para o garçom abastecer meu copo. Não consigo tirar os olhos dela, analiso cada centímetro descoberto, e imagino o que está coberto. Ela percebe, claro, mas não fica constraginda, acho que até está gostando.</p>
<p>- Então&#8230; a gente conversou um monte, mas não trocamos nomes né?</p>
<p>- Ah, você pode me chamar de Ruiva!</p>
<p>- Ahahaha ok, meu nome é&#8230;</p>
<p>- Não importa querido, nomes são besteira, vou te chamar de Homem Vodka ok?</p>
<p>- Ok&#8230;</p>
<p>Bebemos mais alguma coisa, comemos, rimos, falamos de como é perigoso prender as tetas ou o saco na máquina de pintar tampinhas. Até que o bar fecha e ela me pede para levá-la em casa, eu como bom cavalheiro não nego, e vou até lá. Uma casa simples, mas em um bom bairro, ela me convida para um último café&#8230; quem toma café às 4 da manhã? É claro, vou foder.</p>
<p>Enquanto a máquina faz o café conversamos no sofá e trocamos alguns beijos, eu desconfiava que ela poderia ser casada e tal, mas não vi nenhuma foto, ou sinal de outro macho na casa. Enquanto a máquina de café apita tiro o sutiã dela, e vou com tudo. Ela corresponde, mas tateia alguma coisa debaixo da almofada. Eu não ligo e continuo o banho de língua, vou percorrendo todo aquele corpor maravilhoso com a esperança de que irei encontrar uma floresta ruiva, ou como diria o Vagareza Smith, uma fábrica de coloral. Ao chegar na região da pequena mata percebo que ela achou o que procurava, e constato que aqui embaixo é ruivo também. Aleluia irmão!</p>
<p>Eis que surge um brilho metálico. Voa pelo ar como uma faca! Terei caído nas garras de uma psicopata? Serei eu a vigésima sexta vítima dessa louca? Será que ela vai me enterrar perto de algum bar? Existem mesas de sinuca no inferno?</p>
<p>Quando eu já aceitava a morte certa reconheço o objeto&#8230; e dou um pulo maior do que se fosse uma faca!</p>
<p>- EPA!</p>
<p>- Que foi Homem Vodka? É só um caralhinho&#8230;</p>
<p>- De jeito nenhum que você vai usar isso, seja em você ou em mim! Não divido nada com máquinas, já apertei um botão o dia inteiro, não quero esse treco perto de mim!</p>
<p>- Ah, mas ele é pequeninho&#8230; você não quer que eu te foda?</p>
<p>- Tira esse caralho de perto de mim porra.</p>
<p>- Vamos lá, deixa só um pouquinho, eu faço direitinho.</p>
<p>- Nem fodendo!</p>
<p>Existe uma pergunta dessas que faz você pensar no sentido da vida sabe? Eu ouvi por aí &#8220;qual o preço do cu?&#8221;, muita gente disse &#8220;milhões de reais&#8221;, ou até aqueles mais otários &#8220;a paz no mundo&#8221;, mas a mais verdadeira foi &#8220;o preço do meu cu é a minha vida!&#8221;.</p>
<p>Saio da casa da gostosa ruiva com minhas pregas intactas, pelo menos isso. Pego o primeiro táxi e dou o fora dali, ainda olho pelo vidro traseiro para verificar se ela não está correndo pela rua com aquele caralho de aço na mão, isso realmente seria engraçado.</p>
<p>O taxista finalmente para, vejo então uma cena muito esquisita: Joana com um topzinho minúsculo parada na porta da minha casa.</p>
<p>- Joana&#8230;?</p>
<p>- Jones&#8230;</p>
<p>Ela me beija ardentemente. Sua língua, é tão&#8230; tão&#8230; molhada. Um pouco áspera. Mas molhada. Muito. Quente.</p>
<p>&#8230;então pisco, e acordo. Estava dormindo na frente do bar, e um cachorro estava lambendo a minha boca. Foi tudo um sonho, puta que pariu&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=35&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Dobra Temporal</title>
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		<pubDate>Fri, 22 May 2009 23:11:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Manhã de sábado. Saio pela Norton West caminhando. O sol está fraco, e tem uma certa brisa, o dia tem cara que será uma merda, perto do meio-dia com certeza teremos um calor do caralho. Hoje é dia de compras, coisa normal para um homem solteiro. Sempre falta bebida e cigarros no fim de semana. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=33&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manhã de sábado. Saio pela Norton West caminhando. O sol está fraco, e tem uma certa brisa, o dia tem cara que será uma merda, perto do meio-dia com certeza teremos um calor do caralho. Hoje é dia de compras, coisa normal para um homem solteiro. Sempre falta bebida e cigarros no fim de semana.</p>
<p>Não perco tempo e vou logo onde interessa, e para minha surpresa uma pusta gata gostosa também está no corredor da degeneração.</p>
<p>- Oi. &#8211; tento puxar assunto, sou uma merda para isso.</p>
<p>- E ai. &#8211; responde a gostosa, com um sorriso no canto do lábio. Era tudo o que eu precisava.</p>
<p>Tento falar amenidades, ou qualquer outra porcaria sem sentido pra poder ter assunto. Ela corresponde, o que é impressionante.</p>
<p>- Gosta de vinhos? -ela me pergunta. É um ponto ganho, afinal, quando o ponto de interrogação passa de boca é sinal que ela está demonstrando algum interesse. Aproveito para prestar atenção nos sinais, tipo, empinar a bundinha, mexer o cabelo, etc. Mas ela não aparenta nenhum. Mantenho a esperança.</p>
<p>- Sou o cara da Vodka. Vodka com gelo, Vodka com coca, Vodka sem coca, Vodka com limão, Vodka com meia, Vodka com bucet&#8230; &#8211; É claro, falei merda.</p>
<p>Ela solta um sorrisinho. Mais uma vez, impressionante.</p>
<p>- Desculpe&#8230; &#8211; tento me corrigir &#8211; eu sou um velho fodido que não tem jeito para conversar com mulheres.</p>
<p>- Uau, que revelação, nem percebi que você não tem o menor papo! hahaha qual é o seu nome mesmo?</p>
<p>- Jones, Alabama Jones.</p>
<p>- Oi Jones, sou claro, a Nancy.</p>
<p>Sem sobrenome, você sabe o que isso significa não? Ela não quer ser rastreada. É casada, tem namorado, ou outra coisa. Pode até mesmo ser uma agente da CIA, ou uma alienígena fazendo uma pesquisa, vá saber.</p>
<p>- Então Nancy, onde vai beber esse vinho todo?</p>
<p>- Achei que só bebesse Vodka!</p>
<p>- Eu bebo até água de bateria se for com uma gata como você. &#8211; A cartada final, dependendo da reação a coisa pode rolar mesmo! Será que vou comer a primeira mulher de graça em&#8230; em&#8230; três anos? Na minha casa tem uma placa escrita &#8220;Estou há 926 dias sem comer uma mulher de graça&#8221;. É agora garoto!</p>
<p>Mas o destino é cruel, e ouço um berro demoníaco atrás de mim.</p>
<p>- JONES VIADÃO!</p>
<p>Sim, era Mick, o gordo de merda.</p>
<p>- Fala Mick, que tu quer?</p>
<p>- Eu passei na tua casa e&#8230; NOSSAAAAAAAAAAAAAA MANO!</p>
<p>Sinto que a coisa vai desandar, Nancy dá uma escapadinha de lado e joga o cabelo no rosto. Fudeu.</p>
<p>- Mick, me espera lá fora?</p>
<p>- Quê? Vá se foder! NANCY! Sua safadinha! hahahahaha</p>
<p>Sim, algo desanda MESMO, o gordo conhece a gata.</p>
<p>- Vocês se conhecem?</p>
<p>- Ah vá se foder Jones, ela tava ontem lá na Sexy Night lembra?? Vá se foder, tu pegou essa mina Jones, tu comeu ela no palco de stripe!</p>
<p>Nesse momento, minha memória dá um belo tranco, e tudo vem à mente. Acabo de me lembrar que não estive em casa ainda, e assim como a Nancy, acabei de sair da putaria. Puta que o pariu! Acendo um cigarro, e uma mina lá no fundo, vestida com um uniforme nada sexy me diz que é proibido, mais uma broxada. Então, prefiro disfarçar.</p>
<p>- Affe gordo, claro que me lembro, tava aqui tirando onda com a minha garota, não é Nancy?</p>
<p>- Ô&#8230; hehehehe</p>
<p>Mick não acredita muito, mas me ajuda a encher o resto do carrinho, Nancy sai de fininho é claro, as putas não gostam de relacionamentos à luz do dia, e nem eu. Percebo que o Vagareza Smith está lá fora dentro do carro, obviamente dormindo. Mick me explica que eu saí sem mais nem menos quando nos expulsaram da putaria, o que pra mim tem certa lógica, e que eles vieram ver se eu cheguei em casa.</p>
<p>- Affe caralho&#8230;</p>
<p>- Que foi gordo viado?</p>
<p>- Lembrei agora que tá rolando uma festa na casa da Joana, ela ligou pra gente ontem, mas só vi a mensagem agora. Bora lá?</p>
<p>- Mas é já!</p>
<p>Botamos as coisas no carro do gordo, aproveito para tomar uma metade de LSD que estava por lá, Mick me explica que o Vagareza tomou a outra metade, então seja lá onde ele estiver, eu irei. Mick começa a dirigir, e rapidamente eu saio dos trilhos. Olho pelo vidro traseiro e Nancy está de costas, indo embora.</p>
<p>- Tu ainda é encarnado na Joana né irmão? Eu entendo cara! -tenta manter-se acordado Mick.</p>
<p>- Que porra é essa? Sexy and the City? Dirige e respira chupador de bolas!</p>
<p>Relaxo a cabeça e ouço um zumbido terrível, olho pela janela e alguns morcegos nos acompanham. O que é estranho, principalmente por que um deles é a cara do Vagareza Smith! Pisco umas duzentas vezes rezando para aquilo ser um sonho, mas a porra do morcego continuam voando do lado do carro, me olhando. E dizendo alguma coisa que não consigo entender.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o mundo parece mais&#8230; colorido. Os raios do sol ficam verdes, e as pessoas na rua estão todas nuas, apesar do friozinho.</p>
<p>- MICK! MICCCKKK!!!</p>
<p>- QUIÉ PORRA, QUE SUTO!!</p>
<p>- PARA O CARRO! PARA O CARRO!!</p>
<p>Mick encosta, e rapidamente fico nu, rasgo minha roupa e saio correndo atrás dos raios solares verdes, as pessoas da rua também correm, e os morcegos voam para o céu, eles foram libertados! Agora entendo&#8230; as roupas, elas prendiam os morcegos na terra! A vida é boa. Amém.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/dontfuckbaby.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/dontfuckbaby.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=33&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Paixão na Rua 53</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 20:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alabama Jones</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos (Jones)]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim de noite. Mais uma vez não sei onde estou. Isso está se tornando normal, e de qualquer forma não estou reclamando. Dessa vez tenho conhecidos na minha volta, porém estão piores do que eu. São os de sempre: Vagareza Smith e Mick o Gordo. Tenho medo desses caras quando bebem acima do normal, eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=dontfuckbaby.wordpress.com&amp;blog=7099503&amp;post=29&amp;subd=dontfuckbaby&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fim de noite. Mais uma vez não sei onde estou. Isso está se tornando normal, e de qualquer forma não estou reclamando. Dessa vez tenho conhecidos na minha volta, porém estão piores do que eu. São os de sempre: Vagareza Smith e Mick o Gordo. Tenho medo desses caras quando bebem acima do normal, eu normalmente mantenho uma certa aparência de sóbrio, mas eles&#8230; saem totalmente da órbita. Mick dessa vez veio desacompanhado, e pra variar está embaçando para pagar a conta. E Vagareza já está puto, sei do lance novo dele com a Sheila, mina bacana, torço por eles.</p>
<p>- Gordo, tu vai pagar logo essa merda ou não?</p>
<p>- Eu não vou pagar tudo sozinho&#8230;</p>
<p>- Eu quis dizer a tua parte, seu estrume! – grita Vagareza.</p>
<p>Mick cede e pagamos nossa sagrada conta. Dessa vez apenas um pouco de bebida e cigarro, nada de mulheres. Infelizmente. Pegamos o carro e descemos a Rua 53, é um trajeto tenebroso até a casa de Mick, pois sempre temos que passar na frente de uma funerária. Eu não ligo, mas o Vagareza sempre se caga todo.</p>
<p>Ao chegarmos à alguns metros da funerária já vejo Vagareza virar a cara, e o Gordo começa a rir.</p>
<p>- Hahahaha olha o viadinho se cagando&#8230;</p>
<p>- Vai à merda bolo fofo!</p>
<p>- Hahahahah cuidado hein? Um defunto daqueles pode pular em ti&#8230;</p>
<p>- Deixa o cara em paz Gordo, vai se fuder!</p>
<p>Quando estávamos passando bem em frente uma coisa muito esquisita aconteceu, um presunto rolou pela escada da funerária e parou na nossa frente, enrolado em um lençol ou sei lá o que, não consegui desviar e atropelei a porra do defunto!</p>
<p>- Para Jones! Atropelamos alguém! – grita desesperado Mick.</p>
<p>- Não para! Toca! Toca!!! – contraria rapidamente Vagareza.</p>
<p>Resolvo parar, e sinto que não deveria fazer isso.</p>
<p>- Não vou sair do carro. – já avisa Vagareza.</p>
<p>Saio cambaleando do carro, sinto o álcool no meu sangue graças à Deus. Mick me acompanha, ele está mais preocupado em dar um cagaço no Vagareza do que com o que quer que atropelamos. A visão é estranha, é realmente um presunto. E pior, é uma mulher. E pior ainda, uma mulher muito gostosa. Ninguém da funerária aparece para reclamar o corpo.</p>
<p>O Gordo está me olhando com aquela cara de sacana.</p>
<p>- Nem pensar. – me adianto.</p>
<p>- Vai cara, vamos levar, não tem ninguém, olha em volta!</p>
<p>- Vai se fuder Gordo, definitivamente não!</p>
<p>- Quando na tua vida vais ter outra oportunidade dessas? Vamos botar no porta-malas, levar pra tua casa e dar uma olhada antes de devolver, até amanhecer já estaremos livre do presunto&#8230; vamo lá cara.</p>
<p>- Affe&#8230; vai, pega nos braços que eu pego nas pernas&#8230;</p>
<p>- Porque fico com o braços?</p>
<p>- Anda logo porra!</p>
<p>Aceno para o Vagareza, grito para ele abrir o porta-malas, mas ele está estático no banco da frente. Nem se quer se atreve à olha para trás. Cinco minutos de muito trabalho e conseguimos colocar nosso defunto no carro.</p>
<p>- E se um carro nos parar Gordo?</p>
<p>- Dizemos que é a prima do Vagareza que passou mau&#8230; ou que ele é um psicopata perigoso, sei lá!</p>
<p>- Pra mim ta bom! Haahahah</p>
<p>Dirijo devagar pelo que falta da Rua 53, tento puxar assunto com o Vagareza, mas o cara está muito puto.</p>
<p>- Vira ali e me deixa na esquina.</p>
<p>- Nada disso Vagareza, tu faz parte dessa merda, vai ter que ir com a gente até a minha casa!</p>
<p>- Vai se foder Jones, eu não vou porra nenhuma, vou pular desse carro!</p>
<p>- Para porra! Tu já viu a gata que catamos na estrada? Tu sabe qual é o lema?</p>
<p>- “Atropelou tem que comer.”</p>
<p>- Sim, esse mesmo, e ela ainda está quente pelo que me consta.</p>
<p>- Eu não senti isso. – desmente o Gordo.</p>
<p>- Tudo bem, tenho um microondas grande, qual problema? As partes que me interessam dela cabem lá! Ahahahahaha</p>
<p>- Vocês estão loucos&#8230; bêbados nojentos.</p>
<p>Chegando na frente da minha casa, Mick fica de guarda para que eu possa entrar de ré na garagem, ainda tenho que arrastar a pobre moça pela escada, pois Vagareza não quer encostar nela. Eu e Mick jogamos ela na minha cama, e aproveitamos para tirar o que restou do lençol.</p>
<p>Com a penumbra do abajur podemos ver do que se trata.</p>
<p>- Cara&#8230; ela é muito bonita. – começa Mick.</p>
<p>- E muito nova, dou uns 22 anos.</p>
<p>- Tem no máximo 16 caras.</p>
<p>– se mete Vagareza, agora mais relaxado.</p>
<p>- É cara&#8230; 16 anos, do que será que morreu?</p>
<p>- Nada aparente. Uma doença talvez?</p>
<p>- Olha que seios cara&#8230; pele branquinha&#8230; parece morta. –divaga Mick.</p>
<p>- No caso, ela está morta retardado.</p>
<p>- Jones, ninguém vai saber disso né? Quero dizer, nenhum de nós três pode contar isso pra ninguém.</p>
<p>- Claro idiota, ou vamos ser presos. – emenda Vagareza.</p>
<p>- Ok então&#8230; – nesse momento Mick abaixa as calças.</p>
<p>- Não sei quanto à vocês cara, mas eu nunca comi uma mulher tão bonita na minha vida, mesmo morta, preciso aproveitar né?</p>
<p>- Que coisa bizarra, Jesus&#8230; Jones, tem cerveja nessa casa?</p>
<p>- Tem, pega lá.</p>
<p>Estou impressionado, em um segundo Mick baixou as calças e montou nela, ele estava realmente afim daquilo, pois nem se preocupou com a minha presença. E o mais estranho é que ele trepou com a defunta como se ela estivesse viva, ficou dizendo coisas obscenas, bateu de leve, e prometeu ligar no dia seguinte. Incrível!</p>
<p>- Quer um cigarro comedor?</p>
<p>- Eu vou dar outra Jones&#8230; vou dar mais uma nessa gata!</p>
<p>- Eu não quero mais assistir isso, quando acabar me chama.</p>
<p>Saio do quarto e Mick está mandando ver de novo, muito bizarro. Encontro Vagareza sentado na sala, bebendo uma cerveja e fumando um dos meus cigarros, quando ele fuma é porque a coisa fudeu de vez.</p>
<p>- O que ta pegando mano?</p>
<p>- Ah Jones&#8230; vão se foder vocês!</p>
<p>- Sério cara, qual teu galho com a presunta-tesuda ali?</p>
<p>- Meu&#8230; tenho que dizer&#8230;</p>
<p>- Pois fala.</p>
<p>- Eu estou fodido de tesão por ela, quero trepar com a morta! Já pensou? Sou uma porra de um necrófilo!</p>
<p>- Ei Vagareza&#8230;</p>
<p>- Não sacou né? Eu to namorando com a Sheila e tal, e ta um lance muito bacana cara, acho que estou gostando dela&#8230;</p>
<p>- Ok, ok, não vamos ficar melodramáticos, nem amolecer agora né?</p>
<p>- Ta, mas o lance&#8230; é que eu gostaria de botar a Sheila numa mesa do IML, pregar uma etiqueta no dedão dela e cobrir com um lençol daqueles!</p>
<p>- Jesus Cristo, e por que ainda não fez isso?</p>
<p>- Tu é doido? Como vou dizer pra minha mina que quero que ela finja de morta?</p>
<p>- Acho que muita mina faz isso direto! Hahahaha</p>
<p>- Hahahahah é verdade&#8230;</p>
<p>- Então seu bosta, vai pro fim da fila, quem vai meter na defunda agora sou eu!</p>
<p>- Ah vá à merda, deixa eu passar na tua frente ou vou ligar pra Joana!</p>
<p>- Que filho da puta, ta vai lá, só porque tu é meu amigo&#8230; aproveita e tira aquele gordo de lá, ou ele vai estragar o material!</p>
<p>Sento no meu sofá e penso na merda que está acontecendo, e pior, gosto disso. Mick aparece pelado e com uma camisinha usada na mão.</p>
<p>- Jones, acho que esfolei aquela vadia toda. Ela ta muito seca cara!</p>
<p>- Hahahaha claro porra, ela ta morta né? O Vagareza foi encarar?</p>
<p>- Meu Deus, vi sangue nos olhos dele, acho que não vai sobrar muita coisa pra ti cara&#8230;</p>
<p>Passam então quase uma hora. Decido ver se o Vagareza não cometeu suicídio. Encontro o cara na porta, pelado, e a defunta de perna arreganhada. Ele está com uma cara de satisfação terrível. Parace hipnotizado.</p>
<p>- Vagareza&#8230;? ta tudo bem cara?</p>
<p>- &#8230;não podemos ficar com ela Jones?</p>
<p>- Ta doido cara? Daqui a pouco ela vai feder, sei lá&#8230;</p>
<p>- Guardamos ela no teu freezer, sei lá&#8230;</p>
<p>- Não pira cara, ta quase amanhecendo, precisamos nos livrar dela.</p>
<p>- Acho que quero casar com a defunta cara.</p>
<p>- Te liga, depois arrumamos outra dessa&#8230;</p>
<p>- Ela é tão bonita Jones, tão macia, tão branquinha.</p>
<p>- O Mick! Chega aí! Vamos botar ela no meu carro&#8230;Agora Vagareza, ou vamos ser presos ainda!</p>
<p>Embarcamos no meu carro com defunta no porta malas, não sei porque Vagareza fez questão de botar um travesseiro pra morta.</p>
<p>- Certo Mick, conhece o córrego Hudson não?</p>
<p>- Claro, fumei muita maconha na beira daquele riacho.</p>
<p>- Vamos desovar ela lá.</p>
<p>Ninguém responde nada. A verdade é que nas ultimas duas horas nos apegamos a defunta-tesuda, e não queríamos nos livrar dela. Paro o carro na beira do rio, bem na parte mais funda, com sorte ela vai afundar e aparecer somente no lago Kenne.</p>
<p>Eu e Mick descemos ela até a beira, e Vagareza fica apenas olhando pela janela, parece aquelas histórias de amor que acabam subitamente, então começo a agradecer à Deus por não ter colocado meu pau ali também, pois Mick começa a chorar. Empurramos ela um pouco para dentro mas seu corpo não afundou, ficou ali boiando, e vagarosamente descendo o rio, seus cabelos claros começam a brilhar com os primeiros raios de sol.</p>
<p>Acendo um cigarro.</p>
<p>Vai nessa querida, e obrigado por emprestar sua vagina para esses pobres degenerados.</p>
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